Freda Franchin tem 30 anos. Começou 2008 realizando um sonho antigo: trabalhar como jornalista. Voltou a morar com seus pais depois de 6 anos morando sozinha em Ribeirão Preto e terminou um namoro longo. Definitivamente 2008 foi O Ano de sua vida. Freda adora o seu cabelo e odeia sua sobrancelha. Tem mil planos e projetos, mas normalmente não consegue realizar nenhum. Adora brócolis, carpaccio, yakisoba, pimenta e tudo que é feito com batata. Ama leite condensado e é viciada em açaí com granola. Na cozinha só sabe cozinhar o trivial, mas o tempero de seu feijão é capaz de conquistar um coração. Sonha em conhecer o Tahiti e a Austrália, mas no fim vai acabar ficando aqui pra sempre, porque ela não é uma pessoa de muita iniciativa. É ligadíssima à família, principalmente a seus pais e irmãos. Tem primas trigêmeas, dois primos americanos e duas primas gêmeas francesas. Também tem uma bisavó alemã, que nunca conheceu. Tem um irmão nadador que era lindo de *viver*. Ele faleceu aos 23 anos, em 2004, num acidente de moto. A dor é avassaladora. A saudade é eterna. E ela sente como se a ficha não fosse cair nunca. Mesmo assim, ela agradece a Deus por cada minuto dos 23 anos maravilhosos e inesquecíveis que passou ao lado dele. Adora MPB e sua música preferida é Wave do Tom Jobim. Também ama todas as músicas do Jack Johnson. Na verdade, ela tem várias músicas preferidas. Mas odeia rap. E funk. E há algum tempo aprendeu a gostar de pagode. Ama dias ensolarados e sonha em ir viver no litoral. Comprar um quiosque na praia e ir trabalhar de chinelos Havaianas todos os dias. Aprendeu a viver a vida intensamente. Um dia de cada vez, como se cada minuto fosse o último de sua vida. É uma publicitária frustrada que acabou de se formar em jornalismo e o que mais ama na vida é escrever. É viciada em revistas de todos os tipos, principalmente as de mulherzinhas. Tirando bula de remédio, lê tudo que lhe cai nas mãos. Adora escrever, mas odeia gramática. Já escreveu dois livros, mas não plantou nenhuma árvore e o filho só vem depois dos 30. Ele vai se chamar Gabriel. Não tem ídolos, mas também não tem fãs. Odeia gostar de coisas que todo mundo gosta. Fez uma cirurgia nos olhos que a livrou de 14 graus de miopia e hoje está feliz da vida com seus olhos novinhos em folha. Tem pavor de agulha e já levou pontos na palma da mão. Sim, ela fez o maior escândalo. Foge quando tem que tomar vacinas. Vive dando ordens ao seu coração, mas ele normalmente não a obedece. Nunca teve catapora. Já ficou internada duas vezes, as duas por causa do dente do siso. Depois que perdeu seu irmão, aprendeu a falar EU TE AMO. Na verdade, depois que perdeu seu irmão, ela aprendeu muitas coisas e hoje é uma pessoa completamente nova que se descobriu muito forte. Já fez dieta para engordar. Hoje luta contra as banhas que foram morar na sua barriga. Tem umas manias esquisitas, como passar creme nívea na boca e só dormir se tiver um copo d´água ao lado da cama. Dançou jazz e bale por cinco anos. Já treinou caratê, mas parou depois de levar um soco no nariz e começar a chorar no meio de uma competição séria. Vai para a academia algumas vezes na semana. É curiosa, mimada, preguiçosa, fresca, perfeccionista, individualista, carinhosa, confusa e tem sono demais. Adora comida chinesa. Se formou no curso de inglês, mas já esqueceu quase tudo. Não consegue confiar nos homens e tem medo de casamento. Já trabalhou quatro anos no cartório de sua mãe, daí os traumas de casamento. Já teve um amor platônico que se concretizou. É uma pessoa muito nostálgica. Depois que seu irmão se foi, ficou corajosa, colocou um piercing na orelha que é sua paixão e fez uma tatuagem na nuca, em homenagem a ele: é uma estrela azul, com o nome dele dentro: Dú. Nunca fumou, mas sempre fica bebinha e adora uma caipirinha de morango com vodca. A ressaca no dia seguinte é destruidora. Nunca teve cólicas, nem TPM. Seu irmão caçula é um policial militar, loirinho e intelectual que mora muito longe e faz faculdade de Direito. Já bateu o carro duas vezes. As duas na mesma esquina, no mesmo ano e no mesmo dia da semana. Tem uma família sensacional, unida como pouco se vê por ai. Tem uma irmã linda. Que é nutricionista e vive passando dieta pra todo mundo. Sua melhor amiga é a melhor enfermeira do planeta, que também é sua eterna cunhada e era noiva de seu irmão. Tem sete melhores amigas. Seis ela conhece desde criança. A outra morou com ela durante cinco anos. Sua festa de 15 anos foi um acontecimento em sua cidade. Não, não teve valsa nem ator famoso. Mas teve Dj e muitos convidados. Muitos mesmo. Reprovou três vezes no exame de motorista. Adora bebês, mas não sabe se vai conseguir ter um. É por causa do parto, que envolve agulha. Seus pais são apaixonados. E também são apaixonantes. Sua casa vive sempre cheia de pessoas queridas e amigas. A maioria, amigos de seu irmão que hoje é uma estrela. Seus pais vivem dando festas e adoram ver a casa cheia de gente. Sua mãe também fez uma tatuagem em homenagem ao Dú, é uma apaixonada pela vida, dona de uma alegria contagiante. Lê compulsivamente sobre tudo, tentando entender o sentido dos acontecimentos. Seu pai tem uma voz e tanto, adora tecnologia e ama ler. Depois da aposentadoria passa o dia numa vida rural, plantando, colhendo e cuidando de seu pedacinho de terra. Freda é viciada em gloss e leite integral. Com nescau. É viciada em fotografia. E leva a máquina digital pra todo lado. Apesar de tudo, acredita que a felicidade está nas coisas simples da vida e agora que acredita em destino, espera que tenha coisas muito boas reservadas para ela..

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Sexta-feira, Novembro 20, 2009

REVOLTADINHA


Então é isso gente, admito que depois do show do Chiclete fiquei meio surtada com a viagem dele. Pra falar a verdade fiquei beeeem surtada. Até porque eu sou mega controladora e ele não me dá muitos detalhes, fico muito curiosa. Controladora que sou, fiquei a um passo de pedir um relatório diário com TUDO o que ele fez durante o dia, nos míííínimos detalhes, ele, no entanto, se resume a dizer: hoje fui na Praia do Forte e quando eu peço os detalhes, ele fica bem irritado. Afinal de contas, homem detalhista é coisa rara, né?!
Mas acho que ele poderia estar sendo mais atencioso sim, estar me contando mais as coisas para me deixar mais calminha e com menos sede de vingança. Eu não sei de praticamente nada, não sei, por exemplo, o que ele tem feito durante a noite, não sei que horas tem chegado, se só tem ido jantar ou se tem ido para barzinhos, não sei direito nem o que tem feito durante o dia. E eu comecei a ficar me sentindo meio otária de ficar trancada dentro de casa enquanto ele está lá, fazendo sabe Deus o quê. E nem estou falando de traição não, estou falando de baladas, barzinhos, etc. Aí que saí ontem pra me distrair e voltei pra casa mega feliz. Afinal de contas, deve ser bem bom pra ele estar lá em Salvador, pensando: minha namorada está em casa vendo novela. Confortável a situação pra ele, né? E homem, vocês sabem como é, infelizmente precisam de uma insegurançazinha para acordarem pra vida. Então é isso, saí ontem com minhas amigas e vou sair hoje de novo! Vou fazer um happy hour com o pessoal do trabalho e mais tarde noite vou pra um bar badaladinho com a Aline e a Sil.

Acontece que depois do show do Chiclete com Banana ele tentou se explicar com os seguintes argumentos: “era a festa de encerramento do congresso, todo mundo foi, você queria que eu ficasse sozinho no hotel? E nem era um show propriamente dito, não tinha o menor clima de micareta, como você deve estar pensando, era um jantar, com buffet e mesas e eu continuo odiando Chiclete e aquele povo pulando feito retardado”. O estranho é que mesmo não gostando ele ficou lá até às 4:30. Mas os argumentos não me impediram de ter uma crise de ansiedade e lá fui eu para o ambulatório da empresa com contrações involuntárias na pálpebra, que começaram na quarta-feira e duram até o atual momento. O neurologista me receitou Rivotril, mas entre o Rivotril e a caipirinha, hoje, definitivamente, vou escolher a caipirinha!

Perceberam o tom revoltadinho do post, né? Pois é, às vezes fico irracional assim mesmo e viro adolescente! Me deixa! Não aceito lições de moral a esta altura! Até porque hoje é feriado pra um monte de gente, menos na minha cidade!


por Freda Franchin às 4:02 PM

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

V DE VINGANÇA


Infelizmente algumas pessoas precisam sentir na pele algumas coisas para se darem conta do que provocam nos outros, para aprenderem a se colocar no lugar do outro. Eu sou mega vingativa, mas não é minha culpa, é culpa do meu signo, sou escorpiana, raça ruim e não sossego enquanto não me vingo exatamente na mesma moeda! Não adianta discutir, explicar como você se sente, a pessoa não vai entender, até que sinta na pele.
É como fez uma amiga minha. Uma vez o namorado dela saiu com um amigo e quando chegou no bar tinha uma mesa com várias amigas solteiras do amigo, acabou que eles sentaram lá e passaram a noite batendo papo com as moças. Quando ele contou, minha amiga ficou furiosa, mas ele se defendia como se o acontecido fosse algo totalmente inocente. Até que recentemente ela contou pra ele que foi num clube e que depois chegaram uns amigos de sua amiga e acabaram ficando todos juntos batendo papo. Quando ela contou pra ele, ele perguntou, furioso, “mas como vocês conheceram eles?” Ela respondeu: Então, lembra aquele dia em que você saiu com o fulano e acabou encontrando umas amigas dele? Foi exatamente assim!
E olha que ela nem é escorpião!


por Freda Franchin às 2:48 PM

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

SOBRE A DATA QUERIDA


Minha festa de aniversário foi IN-CRÍ-VEL!!! Não faltou um único convidado e foi tudo muito divertido.
Pra mim é sempre muito especial e significativo reunir minhas amigas de infância, até porque esses encontros normalmente só acontecem mesmo no meu aniversário e ainda assim, quando todas estão na cidade. Estou falando daquelas amigas que já falei tanto aqui, aquelas de quem sou amiga grude desde os 5 anos: Karina, Juliana, Alessandra, Silvana, eu e minha irmã. E a “família” só aumenta, a Jú já é mamãe do Carlinhos de 3 anos e este ano minha festa teve a participação especial da caçulinha da turma, a Mari, de 9 meses, baby da Ka, que, sem sombra de dúvida, foi a atração da noite, com seu look fashion e suas gargalhadas irresistíveis.
Além disso, minhas amigas do trabalho também compareceram em peso, com seus respectivos. A princípio eu queria convidar só pessoas de casa, essas que se sentem mega a vontade e se viram sozinhas, mas ainda bem que mudei de ideia, porque foi bom demais ter as queridas do trabalho por perto, mesmo que eu acabe ficando um pouco tensa tentando dar atenção e servir todo mundo. No fim da noite tudo virou uma grande festa, com todos já em pé, bebendo cervejinhas, comendo churrasco e batendo altos papos ao som de Lenny Kravitz. E obriguei todo mundo a me dizer a cada 5 minutos que aparento ter 22 anos!
E eu ganhei muitos presentes e abraços e tomei muita caipirinha e conversei muito e senti muito a falta do meu Amore.
Mas.... fiquei bem chateada quando ele avisou que estava indo para o show do Chiclete do Banana (festa de confraternização do congresso, muuuito sério esse congresso hein!!). Gosto de deixar meu amor livre, sempre o incentivo a sair com os amigos, mas eu já tinha falado várias vezes que existem lugares e lugares e um show do Chiclete com Banana em Salvador, definitivamente não é o tipo de lugar que eu acho bacana um cara comprometido ir sozinho. Principalmente ele, que não bebe, não dança e detesta Chiclete com Banana. Nem me passou pela cabeça que ele fosse. Entendo que faz parte de todo um contexto, já que fazia parte da programação do congresso e que todos os amigos dele iam, mesmo assim, penso que ele já está se divertindo tanto lá em Salvador, não precisava ter ido ao show. Magoei. Mas não vou brigar, não com ele tão longe de mim, só quero deixar bem claro que não achei a atitude legal e só. E também quero deixar bem claro que já vou comprar os ingressos para irmos juntos à próxima micareta. Juntos sim, porque continuo achando que este não é um lugar aonde se vá sozinho numa boa. Vocês acham que estou exagerando?
Acontece que além de eu ter ido dormir tarde, dormi mal a noite inteira, por conta de pensamentos neuróticos e perturbados sobre o maldito show, até Dramim e Polaramine tomei pra conseguir pegar no sono e nada. E hoje é meu primeiro dia de balzaquiana e só consigo pensar na minha cama. A questão é: como vou sobreviver até o fim do dia com esse tanto de sono que estou sentindo?

..............................
Minha leitora queridíssima Mari fez um post em minha homenagem, acreditam?!?! Tô tentando acreditar até agora!! O blog da fofa é: http://www.particularmente-infinito.blogspot.com/

Já coloquei as fotos da minha festa lá no meu buzznet, ali embaixo, do lado esquerdo. Reparem no look fashion da Mari!!


por Freda Franchin às 11:09 AM

Terça-feira, Novembro 17, 2009

DE REPENTE 30



Agora sim, sou oficialmente uma balzaquiana. Tenho 30 anos e não me sinto nadinha como a Bridget Jones. Estou amando demais fazer 30 anos. Se bem que sempre amei fazer aniversário. Me sinto mega especial, como se uma luz intensa brilhasse em mim. Minha mãe diz que o aniversário é nosso natal particular. E eu tenho recebido parabéns de pessoas muito muito queridas e parabéns de jeitos muito muito lindos, queria ter gravado as palavras ditas por um colega de trabalho para colocá-las em prática em cada dia da minha vida. Fiquei toda feliz quando meus sogros, cunhada e sobrinha me ligaram, eu nem esperava. Está tudo lindo no meu dia que mal começou, tenho certeza que muita coisa boa ainda está por vir. Quando recebo tantas demonstrações de que sou querida, fico pensando se mereço tanto, queria ser menos modesta, acreditar mais em mim. Faz feliz receber tantas palavras boas, de incentivo, de força, de carinho, isso só pode atrair energias muito positivas.
Mais tarde vou buscar os salgados e refrigerantes para minha festinha no trabalho e à noite receberei os amigos na minha casa, para o churrasco, cervejinhas e apagar as velinhas, que só aumentam. Meu dia começou muito feliz bem cedinho, quando às 7 da manhã o interfone tocou e me deparei com uma mega cesta de café da manhã e um cartão todo fofo do meu amor, que já tinha me ligado à meia noite me acordando só porque queria ser o primeiro a me parabenizar. Eu jamais esperei por algo tão lindo, estando ele tão longe de mim. Mas logo descobri que ele combinou tudo com a minha irmã.
E hoje também é aniversário do meu pai!!! Parabéns pra nós!!!


por Freda Franchin às 3:31 PM

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

MULHER DE 30

"Eu raramente acabo onde gostaria de ir, mas quase sempre acabo onde preciso estar" (Douglas Adams)




Então é isso, estou a 1 dia de fazer 30 anos (oi Balzaq). É no mínimo estranho. A sensação é que vou atravessar uma fronteira. É como se agora sim as coisas vão ficar sérias pra valer. Como se até agora eu tivesse feito só um estágio e agora serei contratada. Li um texto muito bem indicado por um anônimo que diz: “Fazer 30 anos é chegar no primeiro grande patamar de onde se pode mais agudamente descortinar. Fazer 40, 50 ou 60 é um outro ritual, uma outra crônica, e um dia eu chego lá. Mas fazer 30 anos é mais que um rito de passagem, é um rito de iniciação, um ato realmente inaugural”. É isso, exatamente isso que estou sentindo, é completamente diferente de qualquer outra idade que completei. É exatamente um ato inaugural. Um rito de passagem para a vida adulta.
Fazer balanços, reavaliações e análises é inevitável. Até meus diários de adolescência já li neste processo de autoanálise. Muito mais que em outras idades, fazer 30 anos é refletir incansavelmente e exaustivamente sobre tudo que já realizei até aqui. Não sou mais a garota magrela de bermuda de coton e camiseta larga, sou, definitivamente, uma mulher de calça social, blazer e brinco de pérolas. Sou uma mulher que usa creme anti-rugas e se preocupa com os recados que o tempo manda em forma de linhas no rosto.
Me lembro de quando completei 20 anos, tinha acabado de entrar na faculdade e me achava super velha e descolada, achava o máximo ter 20 anos, me sentia completamente adulta e madura quando respondia que era universitária. Agora, 10 anos depois, olho pra trás e percebo que eu não tinha nada de adulta, era completamente imatura e inexperiente, era tola ao extremo.
Completar 30 anos inclui toda aquela “obrigação” de já estar casada, estabilizada na carreira e com filhos e casa própria. E essa cobrança vai sendo passada de geração para geração. A gente cresce escutando que a ordem certa das coisas é estudar, casar e ter filhos. Tem que ter casa própria, carro na garagem, aposentadoria privada, investimentos, tem que fazer pelo menos 1 viagem bacana por ano. Enfim, é uma lista imensa e sem fim, mas quem dita essas regras que são impregnadas em nosso inconsciente e nos fazem ter vontade de seguir o roteiro, mesmo quando nem sabemos se este realmente é nosso desejo? Quero dizer, você quer se casar porque cresceu ouvindo que esta é a coisa certa a fazer (foi programado para querer) ou você quer casar porque quer mesmo?
Minha mãe se casou aos 25 anos e teve o primeiro filho (eu) aos 29. Este modelo, comparado ao das mães das minhas amigas, que se casaram muito mais cedo, normalmente aos 19, 20 anos, era perfeito pra mim. Eu vivia repetindo que ia me casar aos 25 anos e dizer isso quando eu tinha 15 anos, era moderno. Hoje, falar que quer casar com 25 anos, é considerado cedo. Minha geração passou por toda uma reformulação de padrões, foi uma das primeiras, para não dizer que foi a primeira, que começou a entender e a colocar em prática que 30 anos é muito cedo para já estar casada, com filhos e super bem na carreira. São raros os casos de mulheres que priorizaram a carreira (tem que dar tempo de se formar, fazer pós e mil cursos) e já estão casadas e com filhos. Tenho no mínimo 3 amigas que já estão divorciadas (tenho uma que já é viúva!!! Medo), tiveram filhos e nunca fizeram faculdade. Hoje estão divorciadas, criam seus filhos sozinhas e sem matam de trabalhar em balcões de Pernambucanas, Casas Bahia e supermercados. Aquela coisa de trabalhar não por prazer, não por realização profissional, mas pelo salário no fim do mês. Não que esta não seja uma vida digna, mas sei que todas elas, se pudessem escolher novamente, preferiam ter deixado o casamento e os filhos para mais tarde e fariam uma faculdade antes.
Vejo minha situação como ideal. Perfeita. Amanhã completo 30 anos, tenho uma carreira bem encaminhada (mas não satisfatória), tenho um namorado bacana que faz planos comigo na medida em que um namoro recente permite (porque nós 2 concordamos que casamento só depois de um tempo suficiente de namoro, depois de conhecer muito bem), não tenho filhos, tenho tempo para fazer minhas coisas de pessoa individualista, vivo numa harmonia perfeita com minha família, tenho o corpo que sempre sonhei. Enfim, me autoparabenizo por estar exatamente onde estou, acho o máximo não ser casada e nem ter filho aos 30 anos.
Hoje penso da seguinte maneira: porque vou ter pressa (pra casar e ter filhos) para fazer algo que vai ser para o resto da vida? Sei que cada caso é um caso e existe muita gente que se casou aos 20 e tem um casamento bacana. As estatísticas mostram, no entanto, que estes casos são exceção, raridade. A cabeça muda tanto entre os 20 e 30, que chega a ser impressionante o que 5 anos representa na cabeça de um jovem. É uma revolução de ideais, sentimentos, pensamentos, planos, desejos. Leio coisas que escrevi aos 24, 25 anos e é impressionante meu amadurecimento.
Com relação à carreira, esta sim, eu preferia que fosse diferente. Desejei muito e até cheguei a ter certeza de que aos 30 anos eu estaria satisfeita financeiramente. Mas definitivamente não é meu caso, tenho um cargo e tanto. Um cargo com o qual não desejei nem em meus melhores sonhos, um cargo que parece tão grande que achei que só teria depois de muitos anos de profissão. Mas com apenas poucos meses de formada eu já havia assumido a revista e até hoje sou responsável por uma grande e respeitada revista do setor agrícola. É coisa de gente grande, mas meu salário não é condizente a toda esta responsabilidade e isso me entristece.
Se eu contasse para a Freda de 14 anos, aquela que estava no auge da descoberta de seu grande dom da escrita, que daqui há 16 anos ela escreveria sozinha uma revista de 45 páginas sobre agronegócios, definitivamente ela não iria acreditar. Mas esta é a minha realidade, na teoria meu trabalho é o máximo, um arraso, mas na prática, o holerite ri da minha cara todo mês me lembrando de que não sou uma mulher bem sucedida.
Por outro lado tento me lembrar que ainda nem completei 2 anos de formada e que pensando por esse lado sou sim mega bem sucedida, afinal, que recém formada assume uma das revistas mais lidas de um setor?
Mas tenho meus arrependimentos e minhas culpas neste quesito profissional, até que comecei bem, tive meu primeiro emprego aos 18 anos, mas foram milhares de empregos, estive sempre muito perdida entre a publicidade e o jornalismo. Fui parar na publicidade sem nem saber direito do que se tratava e demorei tempo demais em empregos demais para decidir que aquilo não era pra mim, que eu queria escrever textos longos. E até que me considero corajosa de ter começado a segunda faculdade aos 24 anos.
De qualquer maneira, acho que está tudo muito bem encaminhado. A carreira, o casamento, os filhos. Porque apesar de ter uns pensamentos malucos, cheios de idealismo, no fundo sou só uma mulher como todas as outras, uma romântica incurável que sonha muito em viver uma vida de conto de fadas e brincar de casinha, em ter marido, filhinhos e tudo o mais que o roteiro inclui.
Meu namorado escreveu no meu cartão de aniversário que ele tem certeza que eu nunca estive tão linda e ele tem razão, vejo minhas fotos de 4, 5 anos atrás e, tirando uma ruga ou outra, estou muito melhor agora. Em todos os aspectos, me sinto no auge.
Os 30 anos são maravilhosos, amo a cabeça que tenho hoje, mas se Deus me permitisse um palpite, preferia que esta idade maravilhosa chegasse sem rugas, cabelos brancos, dores nas costas, lei da gravidade e energia de menos.


por Freda Franchin às 3:51 PM

100% FAMÍLIA


O fim de semana foi estranhíssimo. Passou muuuito rápido! Mas foi maravilhoso porque foi um fim de semana 100% em família, já que minha irmã também não viajou e ficamos todos em casa.
No sábado saí pra bater perna no centro, eu estava com saudade de ir lá, mas sou masoquista, não tinha dinheiro nenhum e mesmo assim ficava experimentando roupas. Depois fiquei em casa a tarde inteira com a family vendo filme (Minhas Adoráveis ex-namoradas, Mulher Invisível e o sensacional Benjamin Button). À noite teve um jantarzinho em casa e meus pais receberam uns amigos.
Domingo fomos bem cedo para Barretos e passamos o dia todo no parque aquático, levamos o Rafinha que fez a festa nos toboáguas e a Sil encontrou a gente lá e levou outros amigos. Foi um domingo perfeito, de muita piscina, cervejinhas e bate papo.
Percebi que depois que parei de beber, fico bêbada beeem mais rápido, antes eu estava já ficando imune a álcool, agora na primeira caipirinha já preciso parar. Bom pra economizar.
E desculpem o post apressado só mesmo pra registrar o fim de semana sem meu Amore, mas estou preparando outro sobre os 30 anos para postar mais tarde.

......................
Amore está todo fofo, tentando marcar presença várias vezes por dia mandando mensaginhas e ligando. Ainda não tive nenhum surto psicótico, estou calma porque estou muito focada na minha festa de aniversário, mas depois que passar não garanto mais nada. Hoje me segurei para não estressar quando ele contou que não foi no congresso e está passando o dia na praia. Ainda bem que sei contar até 10! Dá até vontade de nem ficar sabendo de nada pra não passar nervoso. É turismo ou é trabalho? Esse congresso é uma palhaçada, na minha opinião não tem credibilidade nenhuma, reúne os profissionais que salvam nossas vidas num lugar turístico. Quem quer passar o dia trancado numa sala ouvindo palestras e mais palestras com praias maravilhosas e dias de sol irresistíveis esperando lá fora? Isso porque estou tentando nem lembrar que amanhã terá Chiclete com Banana. Estou pra mandar um e-mail pra organização perguntando porque esses congressos sempre são em Fortaleza, João Pessoa, Salvador, Natal e nunca em Campinas, Ribeirão Preto ou São Paulo. Pronto, acabou minha calma, rsrsrsr. Vamos lá, todo mundo contando até 10 comigo....


por Freda Franchin às 8:11 AM

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

RUMO AOS 30 FELIZ DA VIDA



Ontem passei o dia todo viajando a trabalho, mas só pensava em vir aqui logo contar pra vocês do presentão de niver que o Má me deu na quarta, na nossa despedida oficial antes da viagem dele pro congresso em Salvador. Nem sei que presente foi melhor, já que sou do tipo que o cartão sempre é o melhor presente que alguém pode receber. Presente em formato de palavras, principalmente palavras vindas de uma pessoa tão fechada que não usa muitos adjetivos para se expressar e muitas vezes me deixa "no escuro". Entre outras palavras, minhas preferidas foram: “Obrigado pelos ensinamentos, obrigado por me tornar um homem melhor”. Amei esta frase porque acho que nada é mais legal num relacionamento do que acrescentarmos algo de positivo na outra pessoa, torná-la uma pessoa melhor. E nossa, eu também sou uma pessoa 100% melhor depois que o conheci!
Mas então, o presente, né? O magnífico presente foi uma câmera digital Sony Cyber shot 10.1 mp!!! Até agora nem estou acreditando que tenho uma câmera só pra mim que vai ficar morando dentro da minha bolsa! Quero começar a fotografar mais, fotografar tudo que encontrar pela frente.

Não é linda?

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Na quarta-feira também fui no último retorno do nutricionista. Depois de 4 meses de consultas decidi que já é hora de seguir sozinha no meu projeto corpo perfeito, até porque, segundo o nutri, não há mais nada o que melhorar ou mudar no meu corpo. Mas segundo a minha crítica opinião, ainda há o que mudar sim! Minha barriga ainda não está reta, tem um “calombinho” embaixo do umbigo e ainda tenho uns pneuzinhos, mesmo assim, na avaliação deu que estou com 19% de gordura no corpo (o ideal é de 20 a 23%), ou seja, se eu perder mais gordura posso ter problemas de saúde e até parar de menstruar (o que não seria nada mal, rsrsrsrs). Minha massa magra aumentou bastante, 35 dos meus 44,400 kilos são de músculo! O único jeito de eu perder essa gordurinha da barriga é musculação. Estou cogitando a hipótese de, durante 1 mês inteiro, ir todos os dias na academia. Me despedi do nutri ouvindo a seguinte frase: “Você é uma paciente nota 10 com louvor, parabéns pela dedicação!”

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Apesar da minha crisezinha com a viagem dele pra Salvador (alguém confia em alguém do sexo masculino? Nem eu), estou adorando a ideia de passar o fim de semana sozinha, sem ter que fazer malas, livre para fazer o que eu quiser, sem horários, sem compromisso e sem a cia do meu namorado hiperativo que não ama o ócio. Neste fim de semana farei uma ode ao ócio e curtirei cada minuto fazendo absolutamente NADA. Não fazendo as unhas, não fazendo escova, não sendo vaidosa e planejando a comemoração dos meus 30 anos, que será na noite de terça-feira, sem a presença do meu Amore, mas com muitos amigos. Nunca deixei de comemorar com festa e bolo um único aniversário desde que nasci, e não vai ser agora que vai passar em branco, afinal de contas, mesmo ficando velha, adoro o dia do meu aniversário!


por Freda Franchin às 9:39 AM