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Terça-feira, Julho 08, 2008
E desde ontem eu estou trabalhando por dois (e ganhando por um). À tarde, cheguei no trabalho às 13:00 e “20 minutos depois” já eram cinco da tarde. Trabalhei muuuuito, escrevi muuuito e já serviu como uma boa amostra da loucura que vai ser a minha vida a partir de agora. Pelo menos enquanto eu não parar com esse meu perfeccionismo para escrever. É uma questão de honra pra mim colocar a revista em dia, que costuma sair com 1 mês de atraso, só que eu percebi rápido demais que aqui as coisas caminham de uma maneira anormal. Tipo, a pauta está fechada, estou prestes a entregar todas as matérias e de repente surgem 3 matérias novas para escrever.
Apesar de tudo, não vou reclamar, estou gostando de toda essa loucura, estou gostando de ser uma jornalista de verdade. Sei que essa experiência vai me ensinar muito e é só nisso que eu devo focar, sou uma jornalista recém-formada responsável por uma revista de agronegócios, é só disso que o meu currículo vai querer saber. Devo me considerar sortuda por nem ter tido tempo de enfrentar aquela famosa crise “acabei de me formar, e agora?”. Como quando eu me formei em Publicidade, em 2002 e amargurei anos a fio de faltas de oportunidades, desemprego e muitos pontos de interrogação. Tudo o que eu quero é me sentir segura como jornalista e esse tem sido um processo lento, mas que eu estou enfrentando aqui neste dia-a-dia louco de trabalho.
Sexta-feira foi o último dia do jornalista que trabalhava comigo, o André, e eu estava eufórica, fazendo um verdadeiro interrogatório pra ele. No happy hour fomos para um barzinho fazer uma despedida digna pra ele e foi tudo muito bacana. Foram quase todos que trabalham aqui no depto, mais outras ex-funcionárias e alguns mamorados. Namorado e eu ficamos lá até às 8 e depois fomos para Ribeirão. Uma hora depois, já na casa dele em Ribeirão, decidimos ir ao lançamento do cd do Tom e Arnaldo, com o pessoal. Um dos meninos da nossa turma, o Quico, namorado da Luciana, é baixista da banda. O show foi na Recreativa e foi a baladinha mais legal dos últimos tempos, e olha que eu nem gosto muito de sertanejo. Ficamos no camarote, tudo open bar, só gente bonita. E ainda encontrei a Gisinha, Pi e Marina. Na hora de ir embora, namorado e eu fomos comer no Habib´s e para fugir da tolerância zero da lei seca, fomos embora pelas ruas do centro, às 5:30 quando encontramos as 3 loucas indo embora a pé.
Sábado fui almoçar na casa da sogra, depois passei na locadora para pegar os 3 últimos dvd´s que faltavam pra terminar Sex and The City. Cheguei no meu apezinho e aconteceu o milagre dos milagres, depois de meses, fiz faxina, e saiu kilos de sujeira. Aí então fui ver SATC, mas no fim da tarde tive que sair para depilar e fui pegar um açaí para viagem (de novo). À noite fomos na casa do Fred, naquele esquema de comprar ums petiscos, cada um leva sua bebida e ficamos lá batendo papo: Fer e Fred, Adriano, Paulinha e Valmor, Lili e Kaz, Yvi e Renato e Lalinha, a mais nova integrante mirim da turma. Fui pra casa sozinha às 2:30, tentei ver mais SATC mas capotei de sono.
Domingo acordei tarde e fiquei vendo SATC como se não houvesse amanhã. Então fiz algo que me deu uma saudade imensa da época em que eu morava sozinha e pedia comida direto, naquela época eu era cliente vip do Lig Lig e comia yakisoba compulsivamente. Mas domingo eu pedi comida no Pé de Açaí: crepe de frango com palmito e açaí com granola (de novo!). Aí que esse negócio de açaí já pode ser considerado uma patologia, o que acontece com esta pessoa que tem que comer açaí obsessivamente?
Foi uma tarde feliz, vendo SATC e comendo açaí debaixo do edredon no meu apezinho limpo e cheiroso. Só acho que o Mr Big não tinha que ser o homem da vida da Carrie, o Aidan sim tem vocação para homem da vida dela!!!
Quando finalmente acabei de assistir, já eram mais de 3 da tarde, aí fui tomar banho, me arrumei, peguei o namorado e fomos para uma feliz tarde de compras no shopping. Namorado praticamente renovou o guarda-roupa na Levi´s e na M.Officer e eu ganhei meu presente de dia dos namorados, uma calça jeans da M.Officer com a lavagem mais linda do mundo. A verdade é que eu resolvi encarar os fatos e comprar logo uma calça 36! Depois de jantarmos no Mc Donnald´s, fomos embora felizes da vida tentando nos equilibrar com tantas sacolas.
E ontem namorado deu seu grito de independencia: está morando sozinho em Bebedouro. Até agora não consigo acreditar. Quem poderia imaginar que algum dia ele moraria em Bebedouro? Os papéis se inverteram, agora eu moro com meus pais e ele mora com amigos e eu adoro ver o meu fofo tão feliz. Queria tanto que tudo desse certo e que nosso namoro saísse da UTI e fôssemos felizes para sempre.
E para a felicidade geral da nação, amanhã é feriadinho e eu pretendo dormir, ir à manicure, dormir, ver algum filme, almoçar no Banespinha, dormir e finalmente começar a ler o livro A Cidade do Sol.
por Freda Franchin às 4:14 PM
Quarta-feira, Julho 02, 2008
SOBRE MAQUIAGEM E PÂNICO
Eu adoro maquiagem. É indiscutível o up que esses produtinhos milagrosos dão ao nosso rostinho, mas eu simplesmente não consigo usar maquiagem para trabalhar todos os dias. Uso apenas gloss, e esse sim é sagrado, não fico sem uma corzinha nos lábios, mas o resto é literalmente cara lavada e protetor solar. Os motivos são vários, não apenas o fato de que mesmo a mais básica das maquiagens me exigiria no mínimo 15 minutos a menos na cama e não existe a menor possibilidade de isso acontecer, eu já acordo cedo o suficiente (6:30), mas o motivo principal é que ficar o dia todo de maquiagem me incomoda muito. Não sei explicar o motivo, mas rímel e lápis preto me dão sono, parece que deixa meus olhos pesados, sei lá. E pó compacto, ao longo do dia, me dá a sensação de que o meu rosto está sujo, oleoso, me incomoda muito.
Acho chique quem trabalha maquiada, e na minha opinião, apenas um lápis preto nos olhos já dá outra cara pra gente. Minha irmã, que se arruma junto comigo para ir trabalhar, fica inconformada de ver que saio de cara lavada, logo eu que sou A Vaidosa. Aí que estava eu cobrindo um evento dia desses, naturalmente de cara lavada e, para piorar, com o cabelo sujo, preso num rabo de cavalo, com aquela cara de fim de tarde, quando um colunista social tirou uma foto minha e colocou em sua coluna, no jornal de maior circulação da cidade!!!
Apenas para deixar registrado: eu sempre uso maquiagem para sair para baladinhas, amo!
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O fato é que eu fui promovida, mas por enquanto, apenas na prática. Nada oficial sobre ser a nova editora assistente, nem sobre aumento de salário, por enquanto, apenas aumento de trabalho. O outro jornalista que trabalha comigo, que era o responsável pela revista, encontrou outro emprego e vai me abandonar na sexta-feira. Vou ter ajuda de uma outra jornalista terceirizada, mas oficialmente serei a única jornalista para fazer assessoria de imprensa, jornal interno e revista, além dos textos para anúncios, spots, malas diretas, panfletos, faixas, banners, convites, e diversos outros textos no qual exerço o meu lado publicitária. Por enquanto, apenas uma declaração sobre isso: estou em pânico. Estou tentando focar naquela máxima de que toda mudança, por mais assustadora que seja, tem suas vantagens.
por Freda Franchin às 4:39 PM
Segunda-feira, Junho 30, 2008
BANCO DE HORAS DE SONO
Sou super a favor da criação de um banco de horas de sono. Funcionaria assim: se você dormir mais de 8 horas por noite, as horas iriam para um banco de horas que você usaria em uma noite que não conseguiu dormir nem durante 5 horas.
Por exemplo: no fim de semana você dormiu 10 horas de sexta para sábado e mais 10 horas de sábado para domingo e no sábado a tarde você tirou um cochilo de 2 horas. Essas 6 horas extras vão para seu banco de horas de sono e você pode usá-las naquela quinta-feira em que você foi para um barzinho e dormiu apenas 4 horas antes de o desperador tocar. Seria genial! Porque de que adianta você acordar ao meio dia no domingo, se às 22:30 você já tiver que ir dormir de novo para ter suas sagradas 8 horas de sono antes de ir para o trabalho na segunda? Você teve apenas 10 horas de vida útil no domingo!
Agora, sobre o fim de semana. Se você odeia diarinhos é simples, pare de ler neste exato momento, ok?
Na sexta-feira cheguei em Ribeirão às 19:30 e fui direto para o shopping, vi muitas vitrines, andei um monte, passei muita vontade, mas consegui ir embora sem uma única sacola. Milagre, e olha que as lojas estavam todas em promoção, minha cunhada chegou a comprar uma calça jeans na Levi´s pela bagatela de R$ 9,90. Eu queria na verdade um cachecol vermelho, mas não encontrei nenhum lindo de morrer e por um preço justo. Sou muito pão dura para pagar R$ 79 num cachecol da Siberian. A sorte foi que eu estava totalmente fora do ar e não tinha me dado conta de que hoje era dia de pagamento. Não consigo parar de ligar no banco para ouvir o saldo da minha conta, muito bom.
Na hora em que saí do shopping, descobri que o namorado estava num programa que eu odeio: bebendo com os amigos num posto. Então decidi ter uma noite de sexta independente, passei no Porto Açaí, peguei um açaí para viagem (só para dar uma variada), peguei SATC na locadora e fui pra casa feliz da vida, fiquei vendo a Carrie até as 2 da manhã.
No sábado acordei às 11, tomei banho e fui almoçar na casa do namorado. A Lala está numa fase muito gostosa e eu nem ligo para a dor nas costas que dá de ficar segurando-a pelas mãozinhas para ela andar e andar e andar. À tarde, namorado e eu fomos para meu apezinho, eu fiquei assistindo Nárnia no note dele, até dormir no meio do filme, de novo, já é a segunda vez que durmo na metade deste filme. À noite fomos jantar no nosso restaurante japonês preferido e depois fomos para a casa da Luciana, onde estavam minhas cunhadas, as primas do namorado e seus respectivos namorados, noivos e maridos, e a Lalinha, lógico. Fiquei lá até às 2:30 e fui pra casa sozinha, porque é lógico que o namorado não quis ir embora tão cedo.
No domingo acordei ao meio dia e fui para a casa do namorado almoçar. O resto do dia ficamos de bobeira, entre ver Hulk, finalmente ver o resto de Nárnia, comer esfiha do Habib´s e ver Fantástico. Vim embora para Bebedouro hoje cedinho, direto para o trabalho. Muito triste acordar às 6 da madruga! E hoje à noite é dia de psicóloga e amanhã a noite é dia de tortura, ops, eu quis dizer, dentista.
Japonesinha banguela
Eu e Lala
É muita bochecha!!
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A moda faz coisas assustadoras com a gente. Coisa que eu odiava e agora eu amo por culpa das tais tendências: estampa xadrez, roupas e acessórios na cor vermelha (cor que nunca gostei tanto), maxi bolsas, casaquetos, esmalte vermelho bem vivo do tipo Desejo da Risquè, blusas de manga comprida por baixo de blusas de manga curta, cintos marcando a cintura, blusas compridas e largas.
Entretanto, algumas coisas não dá para engolir só porque está na moda: galochas, crocs bizarras e assustadoras, calças de cintura alta, esmaltes azuis, pretos, etc., sandálias estilo gladiador, aquelas coisas bizarras meio sandália e meio bota, ankle boots.
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Eu sempre amei verão e odiei o inverno. Este ano, pela primeira vez na vida eu queria que fizesse um inverninho bom. Não é só porque eu estou louca para usar muito minha meia fio 80, cachecóis e blusas de gola alta por baixo de blusas de manga curta ou ¾, nem é só porque estou louca para investir em uma bota nova, um trench coat e alguma peça xadrez, mas também porque convenhamos que o inverno é uma delícia no dia-a-dia de trabalho. O verão é uma delícia quando você está na praia, mas é um saco quando você tem que ficar trancada dentro de um escritório e sair para algum trabalho externo quase todos os dias.
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Coisa que me irrita no trabalho é gente que passa do lado da minha mesa e fala: Que que foi que você está quietinha?
Ãh... ééé, hummm, será que é porque... tipo assim, eu estou... TRABALHANDO!?!!!
por Freda Franchin às 5:41 PM
Sexta-feira, Junho 27, 2008
ERA SÓ O QUE FALTAVA
Então ontem voltei à dermatologista com o resultado dos meus exames de sangue para finalmente começar a tomar o Roacutan, mas não foi bem assim. Fiquei sabendo que estou com o colesterol alto, eu nem sei direito o que isso significa, mas fiquei arrasada.
Sempre fui tão saudável que foi muito louco saber que eu tenho algo causado por má alimentação, que pode afetar meu pobre coraçãozinho. Ainda por cima tive que ouvir da médica o absurso que era eu me alimentar mal com uma irmã nutricionista. Como é mesmo aquela coisa de em casa de ferreiro o espeto é de pau? Vai ver que isso é reflexo de 6 anos morando sozinha, ou da minha gula, sei lá. Fiquei muito irritada com o fato de sempre ter sido magra, de ter tomado remédio para engordar aos 17 anos e agora me deparar com essa coisa de colesterol alto. Eu sou magra, peso 47 kilos, mas sou uma magra cheia de gorduras muito mal localizadas. Agora vou ter que adiar o Roacutan e marcar uma consulta com uma endocrinologista, que só tem horário para daqui a 1 mês!!! Para me consolar, a dermato me deu um montão de amostras grátis de sabonetes e protetores solares e eu fui embora mais felizinha.
Na terça-feira foi feriado aqui em Bebedouro então, na segunda saí com minha mãe, minha irmã e o namorado, fomos à Tarantella comer pizza e tomar a melhor caipiroska de morango da cidade, minha mãe e eu tomamos 2 cada uma e saímos de lá literalmente rindo a toa. Terça acordei as 10, vi o filme P.S Eu te amo, com minha irmã, que chorava compulsivamente, fazendo o filme mais triste do ano ficar engraçado. Depois fomos almoçar no Banespinha e às 3 fui à manicure fazer pé e mão e depois fiquei fazendo nada até domir, às 10, antes da metade do filme novo do Nárnia, que estávamos vendo no notebook novo do namorado.
Na quarta à noite fui à Frutal cobrir a inauguração de uma filial da empresa em que trabalho. Foi uma noite muito bacana, saí de Bebedouro às 3 da tarde, e voltei às 22:45, depois de um coquetel muito animado. Lá fiquei sabendo que um médico que entrevistei umas semanas atrás, faleceu 2 dias depois de eu entrevistá-lo. Fiquei passada, comassim?? Eu ainda nem transcrevi a entrevista que fiz com ele! É assustador como tanta gente está infartando com tão pouca idade, tipo o cara tinha uns 40 anos, era um japonês super magro. Vai ver que ele também tinha colesterol alto!
Eu adoro ir trabalhar bem arrumada, mas isso exige muito tempo, tempo que às 6:30 da manhã é muito precioso e cronometrado. Finalmente nossos uniformes estão ficando prontos, na verdade são 3 camisetes lindas lindas, transpassadas, com uma faixa, 2 brancas lisas com o logo da empresa e outra listrada com cinza e preto. Escolhi uma com manga ¾, uma sem manga e outra com manga curta. Provavelmente algum dia vou odiar usar uniforme, mas com certeza vou economizar um tempão.
por Freda Franchin às 5:44 PM
Segunda-feira, Junho 23, 2008
QUATRO
Quatro empregos que já tive:
- Cartório: trabalhei lá durante 4 anos, dos 18 aos 22, quando me mudei pra Ribeirão. Coisa que eu mais amava era registrar os bebês, principalmente quando os pais levavam aquelas coisas fofas. Era divertido rir dos nomes bizarros que alguns pais escolhiam para os filhos. Mas eu acabei virando a "garota dos óbitos". E eu tinha a melhor chefe do mundo: minha mãe.
- Uma agência de publicidade e desing de embalagens, eu era mídia, tráfego e produção gráfica. Além de brigar com o chefe diariamente.
- APP Ribeirão (Associação dos Profissionais de Propaganda): fui estagiária lá durante 7 meses e foi o melhor emprego que já tive na vida. Eu ganhava uma merreca, tinha a chefe mais fofa do planeta e o melhor horário a cumprir: 8 às 14. Trabalhava em muitos eventos à noite e aos fins de semana e era feliz da vida. Muito muito feliz.
- Grupo Mídia: era responsável por atualizar diariamente os sites das 3 revistas do grupo: Município Business, Painel da Cana e Health Care Brazil. Amava o que fazia, mas tinha um chefe analfabeto, que atrasava os salários regularmente.
Quatro filmes que assisto sempre que passam:
- Nunca fui beijada (Drew Barrimore)
- Como se fosse a primeira vez (Drew Barrimore)
- Patricinhas de Beverly Hills
- Para sempre Cinderela (Drew Barrimore)
Quatro lugares onde já morei:
- Casa dos meus pais;
- Um apê minúsculo em Ribeirão Preto que eu dividia com mais 2 meninas: a Duda e a Íris
- Um apê que eu amava, com sacada e tudo o mais, que eu dividia com a Hellô e a Luiza em Ribeirão
- Meu apezinho lindo que fica abandonado lá em Ribeirão a semana inteira
Quatro programas de TV que eu gosto:
- Friends
- Sex and the City
- Superbonita (GNT)
- A Chegada do Bebê (Dicovery Home & Health)
Quatro coisas que você faz todo dia sem falta:
- Tomo café
- Tomo banho
- Escrevo (no trabalho, em casa, o dia inteiro)
- Leio blogs
Quatro comidas favoritas:
- Petit Gateau
- Yakisoba da minha sogra
- Pizza
- Açaí (é comida, né?)
Quatro lugares onde eu gostaria de estar:
- Meu apezinho em Ribeirão
- Praia
- Passeando em São Paulo
- Indonésia
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Agora é oficial, eu estou realmente, extremamente, absurdamente e preocupadamente, viciada em açaí. Por minha experiência pessoal posso dizer cientificamente que açaí vicia. Neste fim de semana comi açaí com granola na sexta e no sábado. Sou viciada em açaí mas pelo menos não uso drogas, nem fumo cigarro.
A propósito, hoje eu estou trabalhando feliz porque amanhã é feriado aqui em Bebedouro, dia do padroeiro da cidade. Por enquanto os planos são: acordar meio dia (até parece que eu consigo!), almoço com a family e namorado no Banespinha, pé e mão na manicure e maratona SATC.
No sábado eu tive uma overdose de Sex and the City, loquei 4 dvd´s, e entre buscar açaí, sorvete e água, vi o seriado das 14:30 da tarde às 2:00 da manhã.
Neste fim de semana, a Lalinha nos deu doses extras de demonstrações de fofura: começou a engatinhar. Ela ainda fica meio atrapalhada, mas é a coisa mais fofa do mundo aquela gorducha se arrastando pela casa. Ela já tomou vários tombos, ela fica de pé, pensa que anda e cai com tudo no chão, abre o berreiro e daqui a pouco faz tudo de novo.
por Freda Franchin às 2:13 PM
Sexta-feira, Junho 20, 2008
OS AMORES QUE (GRAÇAS A DEUS!!!) DEIXAMOS PARA TRÁS
Durante esta minha overdose de Sex and the City comecei a lembrar dos absurdos que eu já passei nessa vida por causa de homem. Eu sei que casos da adolescência não contam muito, porque adolescentes já são naturalmente idiotas, mas as minhas melhores lembranças são dessa época, então...
Aos 16 anos eu conheci um cara de 25, chamado Júnior. Tipo ele era muito super mega mais velho do que eu. Eu o conheci num churrasco na casa da minha amiga Renata, que estava namorando um amigo dele. Os dois eram de Barretos e eram executivos do Bradesco. Aí que ele, o Júnior, se apaixonou por mim e eu nem queria saber dele porque sabia que ele tinha acabado de terminar um noivado de 5 anos e eu não queria rolo.
Mas ele até que era bonitinho, não parava de me ligar se declarando e acabei ficando toda deslumbrada com ele, principalmente que ele veio a Bebedouro a trabalho e eu o vi de terno, todo executivo.
Numa noite eu resolvi pagar para ver, inventei uma desculpa qualquer para meus pais, peguei um ônibus e fui com a Renata para Barretos. Ele foi me buscar na rodoviária segurando um buquê de rosas vermelhas e é claro que eu fiquei toda boba. Gente, eu tinha 16 anos! Eu estava super produzida, me achando a pessoa mais fabulosa da noite, estava com uma blusinha de renda verde, última moda na época, na qual minha irmã, a dona da blusa, tinha investido muitos dinheiros.
Aí fomos nós 4 para um barzinho e estávamos lá no maior clima, já tínhamos dado nosso primeiro beijo e tal, quando de repente, DE REPENTE, chegou uma louca na nossa mesa derrubando tudo. Eu disse derrubando tudo!!! Ela jogou as garrafas de cerveja, os copos, a mesa inteira, literalmente para o chão e depois alcançou a minha blusa e a rasgou inteira. Então ela rasgou a blusaaaa, a blusa deslumbrante, a blusa que minha irmã tinha me empresado depois de muita insistência. E quando ela estava pronta para grudar nos meus cabelos, o Júnior a segurou e a levou para fora do bar. E eu só chorava, por causa da blusinha, por causa das pessoas me olhando no bar, por causa da humilhação e porque eu tinha acabado de beijá-lo. Eu me lembro que logo depois a Renata e eu nos trancamos no carro do namorado dela e aquela louca ficava tentando quebrar o vidro para me dar umas porradas, enquanto gritava para o Júnior que ia se matar. Medo, muito medo. Aí que o Júnior ficou lá tentando convencer a louca a não se matar, enquanto o namorado da Renata nos levou para a rodoviária. Na metade do caminho, numa cidade chamada Colina, descemos do ônibus porque o irmão da Renata estava indo nos buscar e quando chegamos no carro, dei de cara com o irmão da Renata, junto com o Júnior!!! Ele tinha pegado o carro e ido para Bebedouro alucinado. Pronto, aí eu apaixonei de vez. E começamos a namorar de verdade. Ele conheceu meus pais, minha família inteira, passou o natal e o reveillon na minha casa e tudo estava indo às mil maravilhas, mas tudo foi muito rápido até a doida começar a tumultuar o namoro. Acho que ficamos juntos cerca de 4 meses, até ela nos cansar com suas loucuras. Ela era uma verdadeira psicopata e num dia ela inventou uma história maluca, que o fez terminar comigo.Ele foi o meu primeiro namorado oficial, embora eu não tenha chegado a transar com ele, e eu era completamente apaixonada. Isso já faz muito tempo, eu não me lembro de maiores detalhes, mas eu me lembro que eu sofri horrores e nunca mais tive notícias dele. Agora, pensando bem, eu me lembro vagamente de ter tido notícia de que eles estavam juntos novamente. Palhacinho!
Outra história foi essa:
Eu tinha 17 anos quando conheci o Ricardo, que era 1 ano mais novo do que eu. Foi numa baladinha, nos beijamos e nada mais, não trocamos telefone nem nada. Uma semana depois ele me ligou e disse que tinha me visto na academia e pedido o meu telefone para a recepcionista. Depois disso já começamos a namorar, ele foi o único cara rico que eu namorei na vida, um partidão. Ele tinha vindo de São Paulo com a família há pouco tempo, o pai dele era dono de uma das maiores indústrias da cidade, e eles moravam numa casa linda de morrer. Foi na casa dele, inclusive, que eu vi internet pela primeira vez na vida, ainda me lembro do meu deslumbramento diante do Mirc, vocês lembram?
E a gente tinha um namorinho bem adolescente, sorvetinho na praça, pizza com a família dele, filminho na minha casa, uma coisa bem família. Era uma paixãozinho deliciosa e muito romântica, até que num belo dia ele disse que tinha que me contar uma coisa, e depois do maior mistério do mundo me contou que dentro de 1 mês ele iria para os EUA, onde ficaria 1 ano num intercâmbio. Os dois adolescentes non sense decidiram que continuariam namorando porque com aquele amor todo com certeza 1 ano de separação não era nada. Então ele veio com uma conversinha mole, na qual eu caí direitinho, que se a gente transasse antes dele ir, nosso amor ia ficar ainda mais forte!!! E 1 semana antes da viagem, nós dois perdemos a virgindade juntos, numa noite de sábado em que meus pais saíram e eu proibi os meus irmãos de se aproximarem do quarto. Isso tudo aconteceu em apenas 3 meses, e aí ele se foi e depois de alguns meses nós terminamos por carta e eu comecei a namorar outro cara, com quem fiquei até saber que o Ricardo estava voltando. Eu não prestava, seu sei. Quando o irmão dele descobriu que eu estava namorando, foi na minha casa tirar satisfações a pedido do Ricardo!!!
Mas aí algumas semanas antes do Ricardo voltar eu encontrei o irmão dele numa festa, e quando ele me deu a notícia eu fiquei tão feliz que acabamos nos beijando, os dois bêbados. Eu não prestava, eu sei. E como não dava para apagar o acontecido, combinamos que o Ricardo nunca jamais ficaria sabendo. Mas é claro que algum tempo depois ele ficou sabendo, morávamos numa micro cidade e nos beijamos no meio de uma festa em que estava a cidade inteira.
Então o Ricardo chegou, estava rolando uma copa do mundo, era o ano de 1998, eu tinha acabado de tirar carta e estava me achando. Peguei o carro e fui até a casa dele esperá-lo, junto com mais um bando de amigos dele que já estavam lá. E aí que ele chegou, me deu um abracinho de nada e foi dormir. Num outro dia saímos juntos e ele me disse que não queria voltar comigo, que era muito novo e queria aproveitar a vida. Ok ok, começamos a sair sempre juntos, sem namorarmos, até que num belo dia fiquei sabendo que ele estava namorando uma amiga minha. Eu me lembro perfeitamente desse dia, era uma quinta-feira, eu liguei pra ele e disse para ele nunca mais olhar, nem falar comigo. Aquela foi a última vez que nos falamos. Mas é claro que antes disso eu já tinha armado altos barracos com a minha ex-amiga.
E já que eu não prestava mesmo, comecei a sair com o irmão dele, que acabou se tornando um de meus melhores amigos. Eu o apresentei à minha amiga Renata, aquela da outra história de Barretos. Hoje eles estão casados, tem uma filha de 7 anos e 1 bebê de 1 aninho. Alguém tinha que se dar bem nesta história, não é?!
No fim das contas eu achei ótimo eu ter namorado outro e ter beijado o irmão dele, pior seria se eu tivesse ficado 1 ano esperando o palhacinho voltar para escutar que ele queria aproveitar a vida e ficar solteiro para 1 mês depois começar a namorar outra.
Aff, como eu sofria! Vocês não tem idéia de como a minha juventude foi louca, divertida e memorável. Daria para fazer um concurso da história mais louca.
por Freda Franchin às 5:29 PM
Quinta-feira, Junho 19, 2008
A BOA DE HOJE É O DJ PILLOW
Eu ainda não consigo achar normal esse lance de trabalhar 9 horas por dia. Acho isso um verdadeiro assalto à vida pessoal. Sei que eu nem posso reclamar tanto, porque tenho a sorte de trabalhar com o que eu gosto, morar com meus pais, perto do trabalho e poder ir almoçar em casa, mas não dá pra achar legal perder metade do dia sentada numa mesa na frente de um computador, com internet muito restrita, diga-se de passagem.
Será que algum dia eu vou ser uma escritora como a Carrie, de SATC? Trabalha em casa, ganha bem e ainda por cima é famosa por sua coluna? Eu sei, eu sei, pelo menos aqui no Brasil é bem difícil, pra não dizer impossível, um escritor ou jornalista ganhar bem escrevendo uma única coluna por semana. Mas não posso deixar de sonhar.
Até esse lance de redução de jornada de trabalho se resolver, eu já terei me aposentado há décadas!
E as pessoas me cobram, como se já não fosse muito passar 9 horas por dia no trabalho. Dizem que eu preciso parar de chegar em casa e passar a noite na frente da TV, preciso ir para a academia, fazer caminhada, sair para um bar. E eu estou sempre cansada demais, não é o corpo, é um cansaço mental. E eu não quero ir hoje na festa junina da academia onde minha irmã trabalha, embora eu adore festas juninas, nem quero ir para nenhum bar, eu só quero chegar em casa, encontrar meu travesseiro e meu edredon para vermos juntos todos as temporadas de SATC que eu loquei. Quando meu namorado mudar pra cá quem sabe eu não me animo a entrar na academia com ele? Como se já não fosse muito trabalhar 9 horas por dia.
Esta semana tive a minha primeira consulta na psicóloga. Gostei muito dela, ela é mãe de uma menina que fez inglês comigo muitos anos atrás e que era minha amigona. O problema é que aqui a cidade é tão pequena que eu praticamente nem precisei contar pra ela que perdi meu irmão. Ficou na cara que eu sou a paciente mais complicada que ela já teve na vida, fiquei até com medo de ela nem me aceitar como paciente. E agora, toda segunda-feira, às 18:45, eu tenho consulta marcada com o meu auto-conhecimento, a minha superação e a minha esperança.
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Hoje um colega de trabalho viu minha tatuagem e seguiu o diálogo:
- O que está escrito aí? - ele
- Dú - eu
- É o seu namorado? - ele
- Não, é o meu irmão. - eu
- Ah, que legal, e ele também tem uma tatoo com seu nome? - ele
- Não, infelizmente não. - eu
- E você não bateu nele? Ele tem que fazer uma com o seu nome também! Mas que legal, muito bacana, não é muito comum as pessoas tatuarem o nome do irmão. - ele
Pois é, também não é muito comum os irmãos das pessoas morrerem aos 23 anos. Mas ele não precisa saber disso. Prefiro que ele pense que o meu irmão é um desnaturado que não retribuiu a minha homenagem. Simplesmente porque eu detesto a cara que as pessoas fazem quando eu conto que ele morreu.
por Freda Franchin às 4:28 PM
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